Caracterização Geral

 

O Aproveitamento Hidroagricola do Sotavento Algarvio está integrado num sistema hidráulico global constituído pelo Aproveitamento Hidráulico de Odeleite-Beliche, de fins múltiplos, para rega e abastecimento urbano.

O sistema, com uma área aproximada de 35 000 ha, da orla litoral entre  Vila Real  de Santo António e Almansil, incluindo a Campina de  Faro,  está  dividido  em  duas  fases, das quais sómente a primeira se encontra implementada. Nesta fase, o sistema também abastece sete municípios do distrito de Faro,  para  uma população  flutuante  estimada em 800 000 habitantes no ano 2020 (250 000 permanentes).

Incluída na zona agro-ecológica designada por " Sotavento " e dominada pelas culturas mediterrânicas tradicionais tais como amendoeiras, figueiras e alfarrobeiras, a primeira fase de beneficiaçáo  do  Sotavento  Algarvio  abrange uma área total  na ordem  dos 8 600 ha que se estende pela orla costeira (onde imperam as estufas e hortícolas a céu aberto) e pelos terrenos do barrocal (onde a rega tem permitido o estabelecimento de pomares), a sul da Via Longitudinal do Algarve (Via do Infante), entre a povoaçáo de Altura, a leste, e a estrada da Fuseta-Moncarapacho, a oeste, dos concelhos de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Tavira.

 

A estrutura fundiária caracteriza-se essencialmente por propriedades de pequena emédia dimensão.

O Aproveitamento Hidráulico Odeleite/Beliche

 

A obra do Aproveitamento Hidráulico Odeleite/Beliche veio satisfazer os anseios dos agricultores desta região litoral que desde há longos anos vêm solicitando a construção de infra-estruturas hidráulicas que disponibilizem água em quantidade e em qualidade, de modo a garantir as necessidades hídricas das culturas. Esta obra abrange uma área com excelentes condições climáticas e disponibilidade de solos com aptidão para o regadio, propícios para horticultura, fruticultura, floricultura e subtropicais que, pela sua precocidade, apresenta vantagens competitivas mesmo num mercado alargado.

Acreditamos que a disponibilização do recurso água permitirá a dinamização e o apoio ao desenvolvimento rural, contribuindo inequivocamente para a melhoria do nível de vida da população envolvida neste processo.

Assim, e na sequência lógica da construção das infra-estruturas de rega e porque o desenvolvimento hidroagrícola deverá ser orientado no real envolvimento dos potenciais beneficiários, o IHERA dinamizou a formação da Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento Algarvio, como organização representativa dos agricultores e a quem caberá a gestão da componente agrícola do Aproveitamento.

A escritura pública notarial realizou-se em 17 de Novembro de 1992 e foi reconhecida formalmente pelo Ministério da Agricultura em 26 de Janeiro de 1993 através da portaria n° 44/93 publicada no Diário da República (II' Série) em 5 de Fevereiro de 1993.

É com grande satisfação que se apresenta de seguida o Aproveitamento Hidráulico do Sotavento Algarvio na sua componente agrícola, para o qual o IHERA , no sentido de apoiar as necessárias transformações deste sector, mobilizou significativos recursos materiais e técnicos.

Entidades Promotoras do Projeto

 

O arranque para a concretização do Aproveitamento Hidráulico Odeleite/Beliche, de fins múltiplos, que permite a rega do Sotavento Algarvio e o abastecimento urbano deu-se com a assinatura de um Protocolo, em Março de 1989, no Governo Civil de Faro, entre a ex-Direcção-Geral de Hidráulica e Engenharia Agrícola (actual IHERA), a ex-Direcção-Geral dos Recursos Naturais (actual INAG), a Direcção Regional de Agricultura do Algarve e a Comissão de Coordenação da Região do Algarve.

Em Dezembro de 1991, a ex-DGRN e a ex-DGHEA, como donos da obra e o Consórcio Odeleite como adjudicatário da empreitada celebraram o contrato para a empreitada de execução da Barragem de Odeleite, do Túnel Odeleite-Beliche, da Adução Beliche¬ETA de Tavira, da ETA de Tavira (responsabilidade do INAG) e das Redes de Rega, Redes de Enxugo e Caminhos Agrícolas (responsabilidade do IHERA). Posteriormente, o IHERA adjudicou as obras das estações elevatórias EE3, EE4 e EE5, bem como das Estações de Filtração.

De realçar que para o IHERA esta foi a primeira empreitada adjudicada na modalidade de concepção - construção pois conforme as cláusulas técnicas "a empreitada envolve a concepção, por parte dos concorrentes, e a elaboração dos projectos de execução, por parte do Adjudicatário, de todas as obras e pormenores que não se encontram suficientemente detalhados nas peças patenteadas."

Tal era o caso, nomeadamente das redes de rega, enxugo e caminhos agrícolas e que eram apenas bases de projecto para concurso, com cálculo de volumes aproximados. Os projectos de execução da componente agrícola foram então desenvolvidos pela empresa projectista Prosistemas, Consultores S.A., a partir da proposta apresentada pelo adjudicatário e designada por Variante B.

O plano de ocupação cultural inclui:

 

 

  Culturas

(%)

  Citrinos

 45

  Vinha e Frutos Secos

20

  Horticulas

18

  Pessegueiros

10

  Estufas

7

 

O sistema também inclui uma importante componente ambiental ao prevenir a salinização do solo. De facto, os agricultores abrangidos pelo perímetro de rega deixarão de utilizar água de origem subterrânea que arrasta grande quantidade de sais e passarão a dispor de água superficial de boa qualidade. Ao mesmo tempo, a água de drenagem atuará como veículo para a eliminação de elementos solúveis armazenados no solo.

Principais Componentes do Sistema

 

O Aproveitamento Hidráulico de Odeleite-Beliche compreende um conjunto de estruturas hidráulicas, tais como:

 

  • Barragem de Odeleite
  • Barragem de Beliche
  • Túnel que une os Reservatórios de Odeleite e Beliche
  • Adutor
  • 5 Estações Elevatórias
  • Estação de Tratamento de Águas
  • Reservatório de Santo Estêvão
  • Redes de Rega, Enxugo e Caminhos Agrícolas

Barragem de Odeleite

 

Rio: Odeleite

Ano de conclusão: 1996

Tipo: enrocamento com revestimento de betão a montante

Fundação: sobre xisto e grauvaque

Altura (m): 65

Comprimento do coroamento (m): 347

Albufeira:

área (ha) - 720

capacidade (hm3) - 130

Barragem de Beliche

 

Rio: Beliche

Ano de conclusão: 1986

Tipo: terra, com perfil zonado e núcleo de argila

Fundação: sobre xisto e grauvaque

Altura (m): 54

Comprimento do coroamento (m): 527

Albufeira:

área (ha) - 292

capacidade (hm3) — 48

Tunel

Com aproximadamente 3 km de comprimento, 3,3 m de altura e 3,3 m de largura, o túnel com uma secção em forma de ferradura e revestido com betão, permite a transferência de 25 m3/s (valor máximo para a segunda fase).

 

 

Adutor

A ligação entre a albufeira de Beliche e o Centro Distribuidor de Santo Estêvão é assegurada por uma conduta de betão armado pré-esforçado de DN 2500 mm, com aproximadamente 28 Km, que garante o transporte de um caudal máximo de 10,4 m3/s, bombeado com recurso a duas estações elevatórias.

Ao longo do adutor foram instalados vários dispositivos de protecção tais como chaminé de equilíbrio (no início) e ventosas nos pontos altos.

O adutor assegura, em simultâneo, o fornecimento directo aos Blocos D1 a D4.1

Reservatório de Santo Estevão

 

Localizado a 28 Km a Oeste da Barragem de Beliche, o Centro Distribuidor é constituído por um reservatório a céu aberto, do tipo colinar, concebido para armazenamento nos períodos de baixa procura, quer de rega quer abastecimento urbano. Está dotado de um conjunto de obras hidráulicas de segurança e duas tomadas de água, uma para alimentação da Estação de Tratamento de água (ETA de Tavira) no lado Norte, e outra para a rega dos blocos D4.2 e D4.3 no lado Sul.

O Reservatório, com uma capacidade de 130 000 m3 entre as cotas 100,0 e 105,0 (coroamento à cota 106,0) permite dispor de um volume correspondente a cerca de 50% do consumo de rega diário dos Blocos D4.2 e D4.3.

Estações de Filtração

 

A água transportada pelo adutor contém uma quantidade diversa de partículas sólidas de vários tipos e tamanhos que poderão danificar alguns elementos da rede secundária de rega, nomeadamente as ventosas e os contadores.

Por outro lado, o entupimento é um dos problemas mais generalizado nas instalações de rega localizada.

Para evitar estes problemas, cada bloco de rega directamente abastecido pelo adutor fará uma pré-filtração através da sua própria estação de filtração primária, constituída por uma bateria de filtros de malha, do tipo auto-limpante, de 14 polegadas de diâmetro, instalados em paralelo.

 

Todos estes filtros são ineficazes tanto para partículas coloidais como para matéria orgânica e microorganismos, pelo que os agricultores que adoptem rega gota-a-gota terão necessariamente de fazer outra filtração.

Para os blocos D4.2 e D4.3, alimentados pelo Reservatório de Santo Estevão, foram escolhidas três unidades de filtragem, em paralelo, para um caudal de projecto de 3 x 1,2 m3/s. Os tamisadores propostos são do tipo tapete-rolante (ou rotativo), suportado por uma estrutura rígida em forma de balança, assente num ponto único. Cada tamisador consiste numa série de painéis filtrantes com rede de aço inoxidável fixa num quadro reforçado.

Tabela I - Elementos característicos das estações de filtração abastecidas directamente a partir do Adutor

(*) — Conforme curva de caudal/perda de carga obtida em ensaio próprio realizado num laboratório oficial, num dos filtros destinados à instalação.

Estações Elevatórias

 

Esta primeira fase do Aproveitamento Hidráulico do Sotavento Algarvio foi realizada num processo de concepção-construção a partir de determinados pressupostos, sendo um deles a pressão de funcionamento nos hidrantes das redes secundárias de rega (3,5 bar).

Resulta, assim, que as áreas até ao D4.1 apenas necessitam de bombagem geral a realizar na estação elevatória EE1, com excepção de uma pequena área no Sub-Bloco D2.1 e uma pequena área terminal do D4.1 (designada por D4.1A), as quais necessitam de estações elevatórias sobrepressoras (EE4 e EE5) para o funcionamento em períodos de maior consumo.

Quanto aos sub-blocos alimentados pelo Centro Distribuidor de Santo Estêvão, enquanto que para o D4.3 (com cotas até aos 50 m) a distribuição é feita com carga natural, o D4.2 situado a cotas mais elevadas (máx. 80 m) necessita de bombagem permanente através da EE3-R, integrada no próprio reservatório.

Todavia, caso haja necessidade de transferência de grandes caudais para o Centro Distribuidor de Santo Estêvão poder-se-à recorrer a bombagem complementar através de uma estação elevatória inserida no adutor (EE2).

Tabela II - Características das Estações Elevatórias

 

 

 

Rede de Rega

 

Os quatro blocos de rega que constituem o sistema de rega com uma área equipada de 8 100 ha, estão distribuídos por duas zonas distintas separadas pelo rio Séqua: a de nascente e central, de forma alongada, engloba os Blocos D1, D2 e D3 e o Sub-Bloco D4.1, com a rede secundária de rega a ser alimentada mediante derivações no adutor, na zona em que este margina o perímetro; a de poente, de forma mais compacta, engloba os Sub-Blocos D4.2 e D4.3, mais afastada da origem de água, com a rede secundária de rega a ser alimentada a partir do Centro Distribuidor de Santo Estevão. Abrangendo 3 900 agricultores, a rede de rega sob pressão tem, aproximadamente, 271 km de comprimento.

A tubagem utilizada no Sotavento é de ferro fundido dúctil, fibrocimento e PVC, seleccionada de acordo com as condições de construção e utilização; no entanto, como referência, pode dizer-se que:

 

Material

   (mm)

  PVC  

< = 350

  Fibrocimento

 350 - 1000 

  Ferro fundido dúctil

 > = 1000

As travessias de caminhos de ferro, linhas de água e estradas principais (ex., EN 125) foram geralmente realizadas com tubagem de ferro fundido dúctil.

As condutas estão equipadas com um grande número de equipamento de manobra adequado a este tipo de redes: válvulas de seccionamento (cunha e borboleta), descargas de fundo, ventosas para prevenir a ocorrência de bolsas de ar e, consequentemente reduções de caudal e golpes de aríete, válvulas de segurança para evitar sobrepressões e hidrantes de rega.

 

Estes podem ter uma a quatro bocas de rega, cada uma distribuindo água a diferentes prédios, o que implica o débito de diferentes caudais mas sempre com uma pressão mínima de 3,5 bar, suficiente para o funcionamento da rede de rega terciária (aspersores ou gota-a-gota). Cada boca de rega possui um limitador de caudal, um contador de água, um redutor de pressão e, em certos casos, uma micro-ventosa.

O fornecimento de água de rega será "a pedido", o que permitirá ao agricultor utilizar a boca de rega em qualquer período sem que para isso tenha de informar o cantoneiro. No fim da campanha de rega, o agricultor pagará o volume de água fornecido/consumido. Na tabela III são apresentadas as características detalhadas da rede de rega.

 

 

Tabela III - Características da rede de rega

 

 

 

 

CLIMA

 

Semi-árido com características mediterrânicas típicas do Sotavento

 

PRECIPITAÇÃO

 

Litoral: < 400 mm

Serra: > 1200 mm

Novembro a Março: mais chuvoso

(- 70% da média anual)

 

TEMPERATURA

 

Média Anual ~ 17 °C

 

Agosto - 24 °C

Janeiro - 11 °C

 

RADIAÇÃO SOLAR

 

> 160 Kcal/cm2/ano

 

INSOLAÇÃO

 

3100 h/ano

MÉTODO DE REGA PRECONIZADA PARA TODO O PERÍMETRO

 

Rega Localizada

 

NECESSIDADES HÍDRICAS TOTAIS

 

Ano Médio - 8276 m3/ha/ano

Ano Crítico - 8823 m3/ha/ano Mês de Ponta - 1696 m3/há

 

CAUDAL DE DIMENSIONAMENTO

 

(Método de Clément):

1,00 l/s.ha (± 5%)

 

N° DE BENEFICIÁRIOS

 

3 900

MATERIAL UTILIZADO

 

PVC (PN10 e PN16 Kg/cm2)

110 a 315 mm

 

Fibrocimento (c1.18 e cl. 24)

350 a 900 mm

 

Ferro Fundido Dúctil

(K7)-D4LR

(condutas principais com origem no Reservatório de St° Estêvão)

 

500 mm (Cond. A) -> D4.3

 

1000 mm (Cond. B) ->D4.2

 

1000 mm (Cond. A1) ->D4.3 L

 

1200 mm (Cond. A2) ->D4.30

ÁREA DE PROJECTO

(1ª FASE)

 

desde próximo da povoação de S. Bartolomeu, localizada a 6 Km a poente de V. R. S. António, até cerca de 10 Km a Oeste de Tavira, mais precisamente até próximo da povoação da Fuseta, tendo como limite a EM-514-1;

 

Concelhos abrangidos:

 

Vila Real de St° António, Castro Marim, Tavira.

 

Os blocos D1, D2, D3 e D4.1 estão em funcionamento desde Setembro de 1998; os blocos D4.2 e D4.3 encontram-se em fase

de experimentação.

Caminhos Agrícolas

 

Algumas parcelas de rega tinham difícil acesso, o que dificultava a mecanização de certas atividades incluindo o transporte da produção para o mercado.

A construção de uma boa rede de acessos agrícolas não só evitará, no futuro, o risco de perdas de rendimento dos agricultores, como também será útil para a utilização e manutenção da rede de rega.

Assim, a intervenção na rede de caminhos agrícolas consistiu, de um modo geral, no melhoramento da malha de caminhos existentes, uma vez que a zona a regar já se encontra razoavelmente servida por vias de comunicação.

Deste modo, procurou-se adaptar os novos traçados aos dos caminhos existentes,

evitando o recurso a expropriações e demolição de infra-estruturas existentes.

A rede viária foi hierarquizada, tendo sido definidos vários tipos de caminhos, em função da intensidade de tráfego prevista, aos quais correspondem diversas larguras de plataforma e diferentes tipos de pavimento. Com base nestes pressupostos, dentro do perímetro de rega foram construídos, reparados e revestidos com tapete betuminoso 78 km de caminhos agrícolas, de acordo com o seguinte critério:

 

Velocidade de Projeto: 50 km/h

Raio Mínimo de Curvatura: 20 - 25 m

Declive Máximo: 10%

Faixa de Rodagem: 3 - 4 m

Bermas: 0,5 - 0,75 m

A drenagem longitudinal dos caminhos é assegurada por valetas de vários tipos consoante a largura da plataforma disponível.

Para a drenagem transversal foram executados aquedutos, pontões e passagens a vau, estas para pequenos caudais.

Rede de Drenagem

 

Há quem diga que a drenagem é o preço a pagar por uma agricultura sustentável de regadio; no entanto, parece ser um preço justo, já que de uma boa rede de drenagem resultam menores custos de produção através de:

 

  • Melhoria da estrutura do solo
  • Protecção de cheias
  • Melhor acessibilidade
  • Controlo de salinidade

 

Com este objectivo procedeu-se à racionalização e melhoria dos sistemas de drenagem existentes, complementados com a abertura de valas em zonas mais carenciadas. Os principais trabalhos realizados consistiram em limpeza (através da remoção de árvores caídas, troncos, pedras e entulho), controle da vegetação e reperfilamento de linhas de água, de modo a manter a capacidade do escoamento das ribeiras ou valas, abertura de novas valas, execução de obras de arte (aquedutos, pontões para permitir o acesso de maquinaria, quedas, confluências, etc.), protecção de margens com enrocamento armado e obras de correcção torrencial.

Adjudicatários e Custos

 

Empreitada de Execução da Barragem de Odeleite, do Túnel Odeleite-Beliche, da Adução Beliche-ETA de Tavira, de Estação de Tratamento de Águas de Tavira, e das Redes de Rega, Redes de Enxugo e Redes de Caminhos Agrícolas:

 

Empreiteiro: Consórcio Odeleite-Beliche, constituído pelas empresas Mota & Companhia, S.A. (líder do consórcio), Engil — Sociedade de Construção Civil, S.A., Tâmega — Construtora, S.A., A. Silva & Silva — Indústria e Comércio, S.A., Carlos Eduardo Rodrigues, S.A. e Setal Degrèmont — Tratamento de Águas, Lda.

 

Projetista: ProSistemas, S.A.

 

Valor dos Trabalhos Executados - (Redes de Rega, Enxugo e Caminhos): 11.433.135.096$00 (IVA incluído)

 

Duração da empreitada: Dezembro de 1991 (consignação) — Março de 1998 (recepção provisória)

Empreitada de Concepção-Construção das Estações de Filtração das Redes Secundárias de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio:

 

Empreiteiro: OIKOS — Construções, Lda

 

Projetista: (HERA / OIKOS — Construções, Lda (filtros)

 

Valor dos Trabalhos Executados (IVA incluído): 329.704.473$00

 

Duração da empreitada: Dezembro de 1997 (consignação) — Maio de 1999 (recepção provisória)

 

 

Empreitada de Construção das Estações Elevatórias EE3, EE4 e EE5 do Aproveitamento Hídroagrícola do Sotavento Algarvio:

 

Empreiteiro: OIKOS — Construções, Lda

 

Projetista: ProSistemas, S.A.

 

Valor Contratual (s/IVA): 529.927.036$00

 

Duração da empreitada: Outubro de 1998 (consignação) — Junho de 2000 (prevista)